sábado, 4 de julho de 2009

Podiam não se ver durante todo o dia, mas sabiam-se lá. Podia ela estar na aula, ele matando o dia na sala do apartamento, mas sabiam-se lado a lado. Podia ele estar no banho e não atender o telefone, mas sabiam-se presentes. Podia ela atrasar e deixá-lo na espera, mas sabia-se do encontro. Podia não haver palavra alguma durante o caminho de casa, mas sabiam-se pensando um no outro. A Saudade, no entanto, finca-se no não saber. Cravado na distância fica a incerteza se ele usará aquela camiseta quando sair, e qual perfume ela escolherá. Não se sabe se ela acordará com o bom humor silencioso e ele com a preguiça costumeira. Não se saberá se pensam na companhia, estando separados. E instalada assim, valorizarão pouco a pouco, a pequena distância, os programas de última hora, as vontades súbitas, os abraços apertados e as esfihas dividas. Porque, fincado no desconhecido fica a Saudade, mas a vontade de ter ao lado será sempre infinitamente maior, pois sabe-se tudo o que faz-se necessário para saber que não há outro alguém que gere tantas certezas.

sábado, 20 de junho de 2009

Andando por aí, achei um desses questionáriozinhos sem sentido. E já que estamos falando de lembrança, ele remete aos tantos questionáriozinhos que eu já respondi. Faz-se necessária também, uma postagem, para não dizer que caiu no abandono...

Um nome: Giovana

Uma palavra: Bumbum, é sonoro, legal de se falar

Um sentimento: Paixão

Um verbo: Ser

Um gesto: de Afeto

Um 1° lugar: FAMECA - Intermed

Uma cor: Verde

Um objeto: meu travesseiro

Um dia: de sol

Um mês: de frio

Um ano: passa logo!

Uma data: 06/05/2009

Uma letra: Prefiro logo uma coleção delas

Uma estação: Inverno

Uma flor: Lírios, sejam eles laranjas, brancos ou rosa

Uma fruta: Manga, morango, kiwi!

Uma matéria: Pediatia

Um passatempo: Fotografia

Um esporte: Vôlei

Um herói: "Os meus heróis morreram de overdose..."

Um exemplo: Maria Cristina Zocca da Silveira, vulgo mammiê!

Uma música: O Velho e o Moço

Um programa de TV: Dr. House

Um filme: Moulin Rouge e V for Vendeta andam de mãos dadas

Um time: Salve o Tricolor Paulista?

Uma mania: morder a boca, comer os próprios dedos

Uma profissão: Médico?

Um sonho: "sonho parece verdade quando a gente esquece de acordar"

Uma coisa importante: Me formar

Uma sorte: Ter entrado na faculdade

Um medo: DP, meu pai me mataria

Um amor: se forem verdadeiros, quero mais um monte deles

Um perfume: aquele que me traz lembranças

Adoro: Muita coisa, muita gente..

Odeio: Ainda mais coisas...

Amigos: Sintonia

Um lugar: Florianópolis

Um cheiro: de pipoca

Um horário: noite! Do momento em que escurece em diante

Um sorvete: haagen-dazs, cookies & cream e vanilla caramel brownie

Um ciúme: Dos amigos

Uma cidade: Catanduva

Uma saudade: nesse exato momento? 1,80e pouco, 70kg, Hortolândia.

Um hobby: Escrever, ao que parece

Uma peça de roupa: Pijama

É indispensável: que me convençam do contrário

Um website: Sto Google, aquele que tudo sabe

Um gosto: Chicletes Valda

Um defeito: eu poderia escrever um rolo de papel higiênico

Uma qualidade: aí, meu querido.. eu poderia escrever dois rolos de papel higiênico, com
MODÉSTIA em primeiro lugar

Uma comida: japonesa

Um doce: se tem açúcar, manda

Água na boca: muita coisa, apropriada ou não

Uma frase: "Decifra-me ou te devoro"

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

2009, apenas.


Não, não venho com uma lista de, como chama aquilo mesmo? Ah, sim. Uma lista de resoluções e promessas, para esse ano que está só engatinhando. Não prometo estudar mais, para me sentir mais a caminho do saber médico, do que quando entrei na faculdade; não prometo engordar (pois, sim..engordar. Quero voltar ao meu manequim 38); prometo menos ainda não entrar em barcas furadas, ou beber menos, ou subir menos nos freezeres, ou talvez, quem sabe...dar mais valor às pequenas e belas coisas do dia-a-dia, que todo mundo diz que existe, mas que ninguém nunca vê para poder valorizar.

Não quero muito de 2009. Não quero ser a melhor na faculdade, nem ter as melhores notas. Aliás, não quero uma vaga na UNICAMP ou na UNESP, muito obrigada, estou bem sendo FAMECA. Não quero muito dinheiro, nem pouco..vivo bem com o que tenho, mas se vier um pouquinho a mais, não ei de reclamar. Não quero paz, talvez um pouco de sossego. Quero menos ainda que a correria dos servicinhos que eu faço, se acabe. Não quero mais tempo para dormir, nem quero que meu dia tenha 28 horas. Se tem 24, tenho que me virar com o que me foi dado. Também não quero um grande amor. Nem um ex amor, nem um futuro amor. Talvez, eu nem queira um amor.


De 2009 eu só quero liberdade e delicadeza.

Quero poder ir e vir, a hora que eu bem entender. Matar uma aula ou outra, para poder tomar uma cerveja na casa de alguém, sem que ninguém me olhe com olhos de inquisição. Liberdade para poder ter as amigas que quero, os casos que bem entendo com quem meu dedo torto escolher. Quero noites em claro, com café, chocolate e coca-cola, porque tive a liberdade de escolher estudar em cima da hora. Ou noites tranquilas, porque escolhi ter a matéria em dia, sem consultar ninguem.

Quero a delicadeza das minhas respostas, minha paciência de volta. Desesperadamente, quero a delicadeza das minhas amizades. Delicadeza das relações humanas, nesse empurra-empurra que é a vida. E se no meio de tanta delicadeza e liberdade, aparecer um algo mais, talvez eu que ficarei grata...talvez maldiga o acaso por me dar um susto no meio dos meus planejamentos..


Se 2009 só me reservar esses dois substantivos abstratos, ficarei eu, mortal ilesa de resoluções, concretamente feliz.
Mas no momento, eu só desejo que os pernilongos parem de me devorar.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

O novo, de novo.

E dps de muito tempo,a repentina vontade volta e não se aquieta. Mostra, demonstra, remexe e vira, e diz porque é, o que é. A vontade que não vai embora, que pulsa, que repulsa e insiste que veio pra ficar. E fica, e vai e volta. A briga que começa entre você, que não quer; e ela, que não vai embora. De desejo passa a ser chamada tentação. Tentação que não se perde no tempo e que, ecoa dizendo que só lhe deixa pra abrir lugar pra próxima da mesma espécie. E assim, juntamos em nós um lista sem fim do que não-podemos-e-queremos, e do que não-queremos-e-podemos. E nessa luta, nada se faz, de nada se desfaz.Tem-se então, uma lista de inúmeros arrependimentos do não-fiz, não-farei. Desperdiçadas as chances, voltemos à rotina, realidade da mesmice e da mesmice refém.


Estamos de volta?

domingo, 14 de setembro de 2008

"Quando eu me sinto um pouco rejeitada me dá um nó na garganta
choro até secar a alma de toda a mágoa, depois eu passo pra outra
como um mutante, no fundo sempre sozinho
seguindo o meu caminho...
Ai de mim que sou romântica.

Kiss me, baby... Kiss me!
Pena que você não me quis,
não me suicidei por um triz.
Ai de mim que sou assim... Romântica, assim!"

Mutante - Rita Lee

sábado, 30 de agosto de 2008

O fim do sorvete de morango

São cerca de 6 bilhões e 600 mil pessoas nesse nosso planeta. Gente pra caramba, que se multiplica, se soma, se esbarra, se desfaz. Mais de 6 bilhões de pessoas. São muitos zeros depois de um 6. 000000000. E ainda assim, eu quero aquele par de olhos rabiscados para mim. Só aqueles olhos pequeninos, castanhos. Só aquele sorriso fácil, desenhado. 6 bilhões de pessoas no mundo e eu só enxergo uma, que deixou de me enxergar.
Chega a ser ridículo. Mas eu esqueci o que é esquecer...

segunda-feira, 28 de julho de 2008


Férias. Como todas as anteriores, enchem-me de momentos nostálgicos, pessoas nostálgicas, lembranças embriagantes do que vivemos e do que deixamos para trás. Revê-los é como voltar ao passado e viver com certeza, tudo aquilo que tínhamos medo de ser imoral, de ser pecado inadequado, posto que foi deixado de lado. E lembramos. Sentados no sofá da sala, olhando aqueles velhos amigos, novos estranhos a nossa frente, lembramos. Lembramos do que irritava, mas acima de tudo, dos nossos pequenos prazeres.

- Por que viramos amigos?

- Talvez, porque algumas coisas nunca mudam. E o que nos agrade hoje, já tenha nos agradado no passado. Ah, e porquê você sempre falou demais...

Risadas. Altas e escraxadas. Situações que já foram perigosas, que já nos garantiram temores e calafrios, viraram piadas, sinais de humor.

Crescemos e mudamos. Ou talvez, tenhamos mudado para poder crescer. O grupo seleto, de mesmas prioridades já não é mais tão igualitário assim. Temos unespianos, famequenses, desempregados, empregados-estudantes, estudantes-subservientes-ao-cursinho. Mas nosso espírito, ah... este não nos foi roubado pelo mundo de gente grande. Somos os mesmos de anos atrás, juntos.

Embebidos pela saudade, embriagados pela nostalgia, somos os mesmos. Compartilhando as novas experiências, repartindo histórias, revivendo novas amizades. Somos os mesmos, mesmo sendo diferentes do que fomos. Somos os mesmos, pois nos permitimos lembrar, pois nos permitimos reviver, pois nos permitimos se permitir e invadir a vida dos novos-velhos-amigos.

Por uma noite, fomos os mesmo de anos atrás. O imoral já não mais imoral, os pecados mais maleáveis, e o julgamento final não tão rigoroso. Por uma noite, fomos os mesmo de anos atrás.

Por uma noite... Pois na manhã seguinte, já éramos os crescidos mudados, corrompidos pelo mundo de gente grande que sabe como corromper, como dilacerar, como deixar só nas lembranças o que um dia já fomos.