sábado, 4 de julho de 2009
Podiam não se ver durante todo o dia, mas sabiam-se lá. Podia ela estar na aula, ele matando o dia na sala do apartamento, mas sabiam-se lado a lado. Podia ele estar no banho e não atender o telefone, mas sabiam-se presentes. Podia ela atrasar e deixá-lo na espera, mas sabia-se do encontro. Podia não haver palavra alguma durante o caminho de casa, mas sabiam-se pensando um no outro. A Saudade, no entanto, finca-se no não saber. Cravado na distância fica a incerteza se ele usará aquela camiseta quando sair, e qual perfume ela escolherá. Não se sabe se ela acordará com o bom humor silencioso e ele com a preguiça costumeira. Não se saberá se pensam na companhia, estando separados. E instalada assim, valorizarão pouco a pouco, a pequena distância, os programas de última hora, as vontades súbitas, os abraços apertados e as esfihas dividas. Porque, fincado no desconhecido fica a Saudade, mas a vontade de ter ao lado será sempre infinitamente maior, pois sabe-se tudo o que faz-se necessário para saber que não há outro alguém que gere tantas certezas.
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Um comentário:
O amor...............,ah o amor.............sempre ele, a nortear os novos planos.
Que o olhar de vocês estejam sempre na mesma direção.
bjs
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